Dentre as coisinhas que temos.

abril 29, 2013 § Deixe um comentário

Você tem aquela pequena coisinha dentro de ti. Sim, você, e sim, uma pequena coisinha inquieta ai dentro. Ela se manifesta com certa periodicidade, o suficiente para se tornar comum. Todavia, é de difícil compreensão, pois é, puramente, uma pequena coisinha sacudindo dentro do seu peito.

Amor? Não. Amor é simples de reconhecer, até quando não é amor. Essa pequena coisinha envolve esse belo sentimento, mas ouso dizer que vai além: Ela deseja que você ame todos aqueles que brilham sob seu olhar.

A manifestação dessa pequena coisinha às vezes é violenta, principalmente quando foi ignorada por tempo demais. Temperamental, veja bem, é preciso tratá-la com cautela e saber como alimentá-la, quando alimentá-la, com o que alimentá-la. Se tratada de forma errada, pode surgir numa noite melancólica ao som de um blues antigo como uma ânsia voraz, capaz de destroçar toda sua estabilidade. Torna-se, até, motivo de brigas constantes entre casais e famílias.

Essa coisinha é presente em cada um de nós na infância, manifestada (na maior parte das vezes) de forma imensurável e envolvente, constantemente sem limites. Ela, claro, é a razão dos adultos tanto invejarem as crianças e criticarem os adolescentes todo o tempo.

Vale lembrar que ela te sufoca sem esforço, sua vontade é superior quando não controlada. Ô coisinha dominadora! Mas, se você consegue por algum motivo controlá-la (pobre de ti!) perde uma parte essencial de sua vida: A busca pelo novo, pela satisfação pessoal.

Já se você conseguir libertar essa coisinha, ela te consome de uma só vez e te impulsiona a fazer coisas que antes sua mente te impedia. Não, não falo de coisas ruins, são as coisas boas, as novas experiências, as pequenas conquistas do dia a dia e as grandes de uma vida inteira. Nunca é fácil, eu sei, mas a luta é constante e, se você a tiver a seu lado, verá que a conquista fica mais tangível.

Mas do que estou falando, né? Tolo de mim por não dizer antes, perdoe-me, querido leitor. Falo da liberdade. Não essa coisa infantil que as pessoas buscam da maneira mais egoísta e egocêntrica possível, isso tem outro nome. A liberdade, aqui, é um instinto pessoal de auto-aceitação e determinação. Liberdade, aqui, se refere diretamente às atitudes e sonhos.

Liberdade nada mais é do que ir enfrentar o mundo com todo o medo que você sente, com o coração palpitando de forma desesperada. As mãos trêmulas, o suor escorrendo, mas vendo a sua estrela brilhando logo ali, oh, chamativa como nunca.

Então deveríamos deixar essa coisinha se tornar uma coisona, e vibrar de corpo e alma cada vez que ela sacudir no peito.

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