Quatro

março 8, 2012 § Deixe um comentário

Ele ergueu sua espada aos céus, um brilho esverdeado cegou todos ao redor enquanto um tornado se formava ao redor de Sir Anthony. Seus olhos baixaram da espada para os  dez cavaleiros diante dele, cavaleiros imundos, cavaleiros da família inimiga, cavaleiros que mantinham a princesa presa como refém. Desonrados, porcos.

Com uma fúria no olhar, desceu Vento, sua espada, e o tornado avançou sobre os homens indefesos, homens que foram erguidos e arremessados em direções distintas. Homens mortos, porcos mortos.

Embainhou Vento e se virou para seu próprio exército, homens espantados e temerosos, homens que repugnavam magia. Homens vivos, covardes vivos.

Subiu em seu cavalo de guerra, marrom, imponente, bateu as rédeas sobre o longo pescoço do animal que, num salto, se pôs a galopar. Num grito de guerra, Anthony foi seguido por todos os seus soldados temerosos, soldados que começavam a achar que poderiam ser pegos pela magia da espada e poderiam morrer desonradamente. Soldados vivos, traidores vivos.

Anthony, a frente de todos, observou o exercito oponente se movendo desesperados após verem que, tanto o mensageiro, quanto sua escolta foram arremessados por um fluxo de vento mágico todos soldados inimigos. Porcos Inimigos, covardes inimigos.

Desembainhou Vento ao perceber a comoção e o desespero dos homens que acreditavam ter vantagem numérica, cortou o ar a sua frente ao perceber que os inimigos temiam tanto a magia quanto seu próprio exército, sorriu ao perceber que a lâmina de vento cortou a vanguarda do exército inimigo. Inimigos covardes, inimigos mortos.

Seus soldados não pararam, nem recuaram, mas temeram, mantinham-se atentos ao líder, a Sir Anthony, o grandioso cavaleiro, o vencedor invicto do torneio dado pelo Rei, o grande guardião de Vento, a espada mágica que jamais fora usada nos últimos séculos, e futuro salvador da princesa. Salvador apaixonado, salvador assassino.

O exercito oponente se dispersou ao ver cabeças rolando para todos os lados sem sequer haver um único contato entre os dois exércitos, mas Sir Anthony não parou, nem seus soldados temerosos, o fogo brilhava em seus olhos, a determinação, a concentração. Ele precisava derrubar todo aquele exército e seguir ao castelo, ele precisava resgatar a princesa, ele precisava devolvê-la inteira ao rei, ele precisava ver seu sorriso mais uma vez. Paz ao Rei, Justiça aos captores.

Quando Anthony chegou aos cavaleiros e cavalos decapitados, não restava mais exército para enfrentá-lo, não restava mais resistência em seu caminho, não restava mais nada entre ele e o castelo que sua amada estava presa. Pulou de cima do cavalo, gritou para que seus soldados não saíssem dali e, com o punho de Vento fortemente preso em sua mão direita, desceu em direção ao castelo inimigo.

Um Castelo E Seus Habitantes Desonrados, Um Homem E Sua Coragem Infinita.

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